Belu Seppuku

domingo, 16 de agosto de 2015

O que queres fazer da vida, Oh pessoa saudável e capaz?
- Eu quero expressar, do modo que houver, que bom é aprender a amar com o amor..
Que não há morte, se não a forma lógica e razoável...  Vivemos alegrados com o balanço ritmado que só cresce pelo amor que rege o movimento regrado da compreensão do estado das coisas ao natural.

Mentira!

Pode ser meu preconceito, 
Talvez o azar onde apliquei Ser,
É a fantasia quem sofria,
 Uma utopia a estarrecer!

Em raso valor e critério 
 Não há matemática que impere
Desquantificar* quem sei,
 E é como a exata sensação que brada

Deste buxo gritou o Rei:  
Que ignorante desgraçada!
- Sem suspeita cedi vida
 Pra uma morte encomendada

Saudável e capaz jovem que agoniza em meio as traças,
Prazeres?
 Sois a solidão. 
Chora por verdade e desgraça!

Não atua, 
Não condena
Só sentes a terrosa pena 
E o desespero que estilhaça.



E quando retomares a vida plena
Corre à bendita pena
Ora a tenra penitência dalgum fraterno amparo
Pega o sono do embalo.

 Sonha, 
A sorte 
A morte 
E a pena

Aceitemos o que nos condena, 
Pois a nenhum fim se advinha cena

Amis Renard


Detail: Bruegel, The Fall of Icarus, 1560.