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Assistir-se pela primeira vez!
quinta-feira, 30 de abril de 2015
Achei bonito de ver :DDD
Segue:
Alice Barker, now 102, saw herself on camera for the first time, after a successful dancing career that started in the early 1940’s.
Segue:
Alice Barker, now 102, saw herself on camera for the first time, after a successful dancing career that started in the early 1940’s.
Barker has performed with some of the biggest names of stage
and screen.
David Shuff met barker at the nursing home where he takes
his therapy dog to help the patients. Shuff who happens to work with Mark
Cantor for Jazz on Film, tracked down the footage of Barker’s performances to
show her while she lay on her death bed.
She was elated by the footage and spotted herself, laughing
as she reminisced about how her nickname use to be ‘Chicken Little’.
She didn’t talk much however, she just watched her younger
self in awe.
Partícula
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
"O Objectivo da Arte não é ser Moral nem Imoral. A arte não tem, para o artista, fim social. Tem, sim, um destino social, mas o artista nunca sabe qual ele é, porque a Natureza o oculta no labirinto dos seus desígnios. Eu explico melhor. O artista deve escrever, pintar, esculpir, sem olhar a outra cousa que ao que escreve, pinta, ou esculpe. Deve escrever sem olhar para fora de si. Por isso a arte, não deve ser, propositadamente, moral nem imoral. É tão vergonhoso fazer arte moral como fazer arte imoral. Ambas as [cousas] implicam que o artista desceu a preocupar-se com a gente de lá fora. Tão inferior é, neste ponto, um sermonário católico como um triste Wilde ou d'Annunzio, sempre com a preocupação de irritar a platéia. Irritar é um modo de agradar."
Fernando Pessoa, in 'Sobre «Orpheu», Sensacionismo e Paùlismo'
Expressão por Hamlet!
terça-feira, 3 de abril de 2012
[rascunho28/03]
Atordoado por devaneios e as verdades nestes remoídas, Hamlet, apreensivo por respostas, encontra num grupo de atores a oportunidade de desmascarar os culpados pelo absurdo que aconteceu na corte ...
Atordoado por devaneios e as verdades nestes remoídas, Hamlet, apreensivo por respostas, encontra num grupo de atores a oportunidade de desmascarar os culpados pelo absurdo que aconteceu na corte ...
À peça, prestes a ser apresentada ao rei e a rainha, de história semelhante ao que ocorrera, são acrescentados diálogos fatais... E então surge a necessidade de que o príncipe explique o quão densa e
intensa deve ser a atuação e a expressão da verdade na interpretação... Para que a “vítima” recebesse um ataque fulminante em consciência e assim, por final, se
revelasse culpada...
Lógico que este resumo em linhas não resolva a contextualização, o ideal é ler Hamlet.
Lógico que este resumo em linhas não resolva a contextualização, o ideal é ler Hamlet.
Enfim, à peça... A armadilha...
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HAMLET: (Instruindo o primeiro ator)
Tem a bondade de dizer aquele trecho do jeito
que eu ensinei, com naturalidade. Se encheres a boca, berrar as palavras, como
costumam fazer muitos dos nossos atores, preferira ouvir os meus versos
recitados pelo pregoeiro público. Não te ponhas a serrar o ar com as mãos ,
desta maneira (Faz gestos no ar com as mãos.); sê temperado nos gestos, por que até
mesmo na torrente e na tempestade, direi melhor, no turbilhão das paixões, é
preciso conceber e exprimir sobriedade – o que engrandece a ação. Oh!
Dói-me até ao fundo da alma ouvir um desses latagões robustos, de peruca
enorme, estraçalhando uma paixão até fazê-la a
verdadeiros trapos, arrebentando os tímpanos dos assistentes, que, na
maioria, só apreciam barulho e pantomima sem significado... Dá gana de açoitar
o indivíduo que se põe a exagerar no papel de Termagante e que pretende ser
mais Herodes do que ele próprio. Por favor, evita isso.
PRIMEIRO ATOR: Vossa Alteza, pode ficar tranqüilo.
HAMLET: Mas
também nada de contenção exagerada; teu
discernimento deve te orientar. Acomoda o gesto à palavra e a palavra ao gesto, com
o cuidado de não perder a simplicidade natural. Pois tudo que é forçado deturpa
o intuito da representação, cuja finalidade, em sua origem e agora, era, e é,
exibir um espelho à natureza; mostrar à virtude sua própria expressão. Ora,
se isso é posto de forma exagerada, ou então mal concluída, por mais que faça
rir ao ignorante só pode causar tédio ao exigente; cuja opinião deve pesar mais
no teu conceito do que uma platéia inteira de patetas. Ah, eu tenho visto
atores – e elogiados até! e muito elogiados! – que, pra não usar termos
profanos, eu diria que não tem nem voz nem jeito de cristãos, ou de pagãos –
sequer de homens! Berram, ou gaguejam de tal forma, que eu fico pensando se não
foram feitos – e malfeitos! – por algum aprendiz da natureza, tão abominável é
a maneira com que imitam a humanidade!
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