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Reflexo... Caminho Anonimato

quinta-feira, 23 de maio de 2013




Por mais interesse que tenhamos em conhecer a nós mesmos, não sei se não conhecemos melhor tudo aquilo que não somos nós. Providos pela natureza de órgãos destinados à nossa conservação, só os empregamos para receber as impressões estranhas, só buscamos nos voltar para fora e existir fora de nós; muito ocupados em multiplicar as funções de nossos sentidos e em aumentar a extensão exterior de nosso ser, raramente fazemos uso daquele sentido interior que nos reduz a nossas verdadeiras dimensões e nos separa de tudo o que não nos pertence. No entanto, é esse sentido que devemos utilizar se quisermos nos conhecer, é o único pelo qual podemos nos julgar. Mas como dar a esse sentido sua atividade e toda a sua extensão? Como separar nossa alma, na qual ele reside, de todas as ilusões do nosso espírito? Perdemos o hábito de empregá-la, ela ficou sem exercício no meio do tumulto de nossas sensações corporais, ficou ressequida ao fogo de nossas paixões; o coração, o espírito, os sentidos, tudo trabalhou contra ela.

-- Buffon, Hist. Nat., t. 4, p. 151, "Da natureza do homem". 


Abstrato - Caminho Anonimato

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013





SoundCloud
Behance

Pra escutar: Golova Kaifang - Caminho Anonimato.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Projeto musical, visual e literário "Golova Kaifang/Fantasma da Vibe" da banda Caminho Anonimato. :D









Expressão por Hamlet!

terça-feira, 3 de abril de 2012

[rascunho28/03]

Atordoado por devaneios e as verdades nestes remoídas, Hamlet, apreensivo por respostas, encontra num grupo de atores a oportunidade de desmascarar os culpados pelo absurdo que aconteceu na corte ...

À peça, prestes a ser apresentada ao rei e a rainha, de história semelhante ao que ocorrera, são acrescentados diálogos fatais... E então surge a necessidade de que o príncipe explique o quão densa e intensa deve ser a atuação e a expressão da verdade na interpretação... Para que a “vítima”  recebesse um ataque fulminante em consciência e assim, por final, se revelasse culpada...

Lógico que este resumo em linhas não resolva a contextualização, o ideal é ler Hamlet.

Enfim, à peça... A armadilha...
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HAMLET: (Instruindo o primeiro ator)
Tem a bondade de dizer aquele trecho do jeito que eu ensinei, com naturalidade. Se encheres a boca, berrar as palavras, como costumam fazer muitos dos nossos atores, preferira ouvir os meus versos recitados pelo pregoeiro público. Não te ponhas a serrar o ar com as mãos , desta maneira (Faz gestos no ar com as mãos.); sê temperado nos gestos, por que até mesmo na torrente e na tempestade, direi melhor, no turbilhão das paixões, é preciso conceber e exprimir sobriedade – o que engrandece a ação. Oh! Dói-me até ao fundo da alma ouvir um desses latagões robustos, de peruca enorme, estraçalhando uma paixão até fazê-la a verdadeiros trapos, arrebentando os tímpanos dos assistentes, que, na maioria, só apreciam barulho e pantomima sem significado... Dá gana de açoitar o indivíduo que se põe a exagerar no papel de Termagante e que pretende ser mais Herodes do que ele próprio. Por favor, evita isso.

PRIMEIRO ATOR: Vossa Alteza, pode ficar tranqüilo.

HAMLET:  Mas também nada de contenção exagerada;  teu discernimento deve te orientar. Acomoda o gesto à palavra e a palavra ao gesto, com o cuidado de não perder a simplicidade natural. Pois tudo que é forçado deturpa o intuito da representação, cuja finalidade, em sua origem e agora, era, e é, exibir um espelho à natureza; mostrar à virtude sua própria expressão. Ora, se isso é posto de forma exagerada, ou então mal concluída, por mais que faça rir ao ignorante só pode causar tédio ao exigente; cuja opinião deve pesar mais no teu conceito do que uma platéia inteira de patetas. Ah, eu tenho visto atores – e elogiados até! e muito elogiados! – que, pra não usar termos profanos, eu diria que não tem nem voz nem jeito de cristãos, ou de pagãos – sequer de homens! Berram, ou gaguejam de tal forma, que eu fico pensando se não foram feitos – e malfeitos! – por algum aprendiz da natureza, tão abominável é a maneira com que imitam a humanidade!

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Caminho Anonimato

domingo, 5 de fevereiro de 2012



Achei  interessante “roubar” um espacinho do blog para compartilhar as músicas desta banda com vocês.
O projeto se chama "Caminho Para O Anonimato", criado no final de 2010 por iniciativa de Ícaro Sleifer.
 A idéia da banda é unir várias influências, estilos musicais e sonoridades diversas com intuito de criar um som sem rótulos, sem fins lucrativos ou objetivos comerciais.
Não me limito em afirmar que, a primeira vista, já me encantei pela originalidade, tipo de abordagem e sinceridade transmitidas pelas canções. Em foco, indico para o público que busca ouvir músicas com algum conteúdo e originadas pelo simples prazer artístico musical e da liberdade criativa

Aqui vão algumas das minhas favoritas:


















Vocês podem encontrar mais músicas e entrar em contato com a banda pelos links a seguir:
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