Tipo Colombia

quarta-feira, 24 de agosto de 2016


Dizem que o Kafka explica
Quando nos tornamos baratas imundas
Tecendo argumentos pra solidão
Sinto o cheiro do meu Edward pelas ruas
Gasolina.

Maldito perfume em todo o lugar!
E volto-me a pequena barata só,
Sem ele por perto



Tendo penas Edward em mente
Ouço o Argentino perguntar se sinto saudade
Da minha terra...

À Toa

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Tem tanta gente andando por aí 
À toa
Que eu só queria
Alguém pra ficar
Só;
À toa comigo.
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Coração pulsando através dos olhos
A tristeza destoa qualquer possibilidade
Solidão
Uma fatalidade
Num corpo de alma e vontade.
Sem ninguém pra apreciar ou acolher.
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Não sei o que fiz, 
O que faço.
Sei que minha carne desgraço
Em instantes de notório relato
Inundados por vasto valor
Feitos em sentimento e ardor
Que minha memória consagra.
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Talvez julgue-me a Vida 
A ingrata,
E num movimento quase por tino
Desce a lâmina 
Destino
Interrompendo absolutamente aquilo
Que acredito conhecer;

A Felicidade Sagrada.
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Tem tanta gente andando à toa
Por aí...
E eu só queria alguém
Pra ficar
À toa
Só;
Comigo.

Bonita

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Nada foi tão desinteressante
Que não estivesse ficado interessante agora.
E o que é isso?
Minha perspectiva de vida.
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Mesmo que nunca o alcancemos,
Oh Ideal,
Mesmo com todas as batalhas pro futuro,
Deus!
Ainda que precise vencer todos os infernos que me aguardam
Lugar do último encontro 
De todos nós.
Depois deste plano inferior

Ser.
Simplesmente Ser,
Eis a questão.


Pilantras de Paraty;

sábado, 23 de julho de 2016

Aos meus amigos gaúchos, e meu pedaço de chão.
Povo, infelizmente constatei no Brasil, a vergonha alheia.
Vim à Paraty, para tentar viver feliz. Encontrei possibilidades de projetos, alternativas “mágicas” de vida.
Porém, nesse meu incansável esforço físico e pisiquico para me manter em pé em algum lugar, afinal, mesmo poderosa, sim, sou frágil. Deparei-me com o que estava por assimilar de forma especulativa há tempos.
 Vivi a questão.
Trabalhando duramente numa utópica Virada Cultural, aqui em Paraty. Da qual a identidade visual, diga-se de passagem, ficou uma merda – Só depois fui perceber a bosta que ficou minhas determinações de cores e disposição de elementos – (Vejam, essa é apenas mais uma constatação do quão imbecil e sem qualidade são as cabeças dessa cidade...)
Enfim, à frente dessa responsabilidade, comi o pão que o diabo amassou.
Havia feito um contratinho de meros 450,00... Seriam 450 pelo mês. Ok. Aceito, pode fechar, segundo o tesoureiro que “parece ter tido” um infarto a dias atrás.
Coisa que era pro dia 15, foi finalmente paga pelo bolso de um funcionário ontem.
Eu confesso gente, to com 27... Meu pique não é o mesmo, e lidar com esse nível de gente nos sobrecarrega, desta forma... Ontem cheguei à um limite.
Pedi o arrego, como falam.
Tava lá, falando dos dois dias que não tinha almoçado, da falta de respeito das pessoas do grupo diante às minhas importantíssimas questões (o presidente do grupo, é alguém omisso que não aparece), a falha no pagamento, a proibição de fazer freelances – pra eles mesmos, vejam só- dentro do ambiente no qual trabalharia, por eles, 12h...
Tava lá, reclamando, né?
Como infelizmente acabo por fazer, e recebo um aviso de expulsão do grupo.
Fui excluída.
Muito bem, pensei.
Agora finalmente me livro dessa grande máfia que é o grupo Pra Frente Paraty.
Mas o cabeça genial que me expulsou, não imaginou que eu possuo todos os arquivos pertinentes à continuidade e desenvolvimento da Virada.
O que eles farão?
Vão pagar um ótimo designer pra resolver a questão?
Eu me escalo, ein!?
To precisanu!

Enfim, cara de pau ainda me pede em tom de cobrança esse material.
Eu tive uma noite de cão, pessoal.
Hoje já pe tarde, eu já deveria estar na rua.
Mas pretendo resolver meu problema existencial.
Receio até mandado de morte, por que aqui é algo comum.
Achei que ia ser morta por que tava roubando muito no mercado Carlão e parei... Imagine roubar a pseudo possibilidade desses pilantras se darem bem em cima dos cidadãos da cidade?
Seria coisa pra esquartejamento.
Mas gente.
Ditadura?
Sou Prestes,
Eu não tenho absolutamente nada a perder, e se morrer, por isso?
Nossa, que grandiosa a história que tive e que escrevi.
Graças à Deus.
Hoje devo resolver essas paradas de negócios.
Temos um Francês na equipe.
Outra anta, que se prestou a cobrar pela manipulação do site – 300 euros ~ 1200 reais.
Eu vou lá nos mafiosos, cobrar meu trabalho também.
Afinal, não to aqui de bobeira.
To aqui pra que minha vida se resolva.
Pensei, se vai resolver assim, numa morte ridícula da espécie... Ainda assim vai ser condizente com a mentalidade desses pequeníssimos homens do meu país.
Eu não estou preparada pro resto do Brasil, deveria ter aprendido a baixar o nível.
Gaúchos, que orgulho de ter nascido aí!
Pros meus compatriotas macacos cariocas, darei a possibilidade de arrecadar imenso valor em recursos com minha morte.
Olha só, pelos cálculos:
Eu ganharia, segundo eles... Mil reais, se capitasse 50 mil, ok? Se captasse 90, ganharia 2 mil.
Mas eles, ao investir hoje, tipo agora – Valor menor que um aluguel – 200 reaix. Tipo, só duchentox reaix, eles ganham: 2 mil, mais o meu notebook da Dell (1,800 – usado), meu Shure SM58 (+-700,00) e minha belíssima Canon, profi, com uma lente 50mm 1.4 (+- 2,200).
Vamos às contas.
Com apenax duchentos reaixsz, eles vão ganhar:
6,700!
LOL
Viram, é assim que rola a organização do nosso país.
E sim, agora estou indo lá na sede cobrar um certo preço para a liberação desses arquivos.
É muito provável que esses pilantras simplesmente destruam minhas possibilidades aqui na cidade e eu tenha que seguir um novo rumo, ou...
Na melhor das hipóteses, na diplomacia todos saem ganhando.
Vamos ver o que vai dar.
Desejem-me sorte.

Relacionados:
Anderson Terra
Associação Comercial de Paraty
Grupo Pra Frente Paraty
Boteco da Matriz

Carta ao Ex:

terça-feira, 12 de julho de 2016


Não sei se quem acompanha saca.
Mas eu tive uma queda feia na vida que fluía.
Queda por inveja, egocentrismo e vaidade.
Minha e de outro... Nesse sentido de artista.

Meu segundo casamento... No qual me dediquei de forma inexplicável, acaba.

E de trágica maneira, perco tudo o que tinha, por desgosto...
Foi um arraso.

Então, 1 ano se passa, eu na fria e sem amor Porto Alegre, fugi, pois não conseguia morar na mesma cidade que ele, recebo uma mensagem que dizia o seguinte:


Crazy thing

quarta-feira, 29 de junho de 2016


Ah, eu estou louca.
Paraty faz isso. A possibilidade de mostrar o bacana da loucura nas pessoas.

Pensava sobre a abertura do Sarau,
Que a última, mesmo tendo sido boa, ficou muito incompleta da minha parte.
E nessa de concatenar, dei-me conta que as meninas, embora eu um pouco, ou muito (dependendo do ponto de vista) afastada delas,  tem um quê de incomum entre si. Além da beleza, genialidade, gestos interessantíssimos... Essas moças todas possuem uma similaridade, que de certo modo, as impulsiona a transmitirem a mensagem coerente pra fazer o serviço bem feito.
Na abertura do próximo Sarau, precisarei ser honesta comigo mesma, e admitir humildemente que sei sim, qual o fato que nos une.
E sendo curta, grossa, profero que somos é loucas.
E como não sabemos usar da mentira a nosso favor - eu pelo menos,  tenho muitas dificuldades com essa questão, é ali, que, deixando transparecer as atitudes loucas de falar sobre o feminino, recitar poemas, exibir fotografias e representar de forma teatral a vida que fazemos essa idéia acontecer.
A loucura da arte nos invade.

Eu não sei se ouviram falar sobre o que é Mantiké, mas vem dessa idéia da loucura.
É interessante.
Mantiké surgiu de um trecho no livro Fedro, de platão. Um trecho que trata sobre o Elogio ao Amor.
Fedro, notóriamente pra minha pessoa, parece ter gana de obter a resposta mais perfeita sobre este do qual está apaixonado, leva uma carta e pede a leitura de Sócrates e num dado momento oportuno, após as várias análises do mestre que manifesta uma lucidez tamanha ao acalentar o aluno de quando e o porque soa tão louca a expressão do amado na carta, 

Inicia seu discurso invocando a inspiração das musas:



 - A vós invoco, Musas! Pouco importa que vos chameis “sonoras” por
causa da doçura do vosso canto ou que esse epíteto vos venha do musical povo dos
lígios! Auxiliai-me no discurso que este ótimo homem me obriga a fazer, para que seu
amigo, que já antes se lhe afigurava sábio, seja considerado mais sábio ainda!


Que belo!


E logo depois conclui que de fato a loucura pode ser vista de maneira ambigua.
Num estudo aprofundado sobre a profetisa de Delfos e as sacerdotisas de

Dodona, que tomadas pelo estado de loucura prestam grandes serviços às pessoas da Grécia, o gênio define que o delírio que provém dos deuses é mais nobre que a sabedoria que vem dos homens. Mais um pouco sobre o delírio que tomando conta de alguns mortais e inspirando-lhes as profecias, levou-os a descobrir remédios aos males e o refúgio contra a ira divina nas preces e nas cerimônias expiatórias. Foi, pois, ao delírio que se deveram as purificações e os ritos misteriosos que preservaram dos males atuais e vindouros o homem realmente inspirado, animado de espírito profético, revelando-lhe, ao mesmo tempo, o meio de se libertar desses males.

Então pessoal, eu lhes pergunto.

O que vocês fazem quando estão loucos?
Manifestam sua digna arte?
Movimentam coisas no sentido puro e equilibrado?

Ficamos loucas.

Mulheres loucas.

Falando do problema que é, ser mais um louco aqui.



Infelizmente não rolará o Sarau de Domingo, foi como posso dizer, interrompido.

Rolará apenas as exposições, pois os horários de trabalho dos artistas irão coincidir e não haverá oportunidade para as apresentações.

Uma grande pena, por que soa que a ________de fato é um tipo de loucura dominante e que, por motivo de convenção, estamos tendo que lidar com isso.


PS: Mas o Esquema Sarau Mantiké, é um projeto. Estamos a apresentar nessa semana à outros interessados e aos poucos concretizaremos esse sonho de arte, vida e boas intenções.
Desejem-nos sorte!