Rio,
Eis a questão.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Vou ter que morar no Rio,
Me sinto uma formiga, num mar de zombies, 

Onde pouquíssimos são aqueles que se entendem nalgum momento libertos. 

Uma formiga completamente impotente de atuar em qualquer coisa que de fato repercutiria numa consciência geral.
Eu via no cartão postal,
Um Rio sem igual.
Natureza divina, 
Sabedoria absurda nas esquinas 
Meu desejo de menina,
Desde Campos dos Goytacazes
Índios eficazes,
Os maiorais do Brasil.
Agora, eu ainda Rio, 
Sem ao menos ter espiado
Como é esse desfeito berço.

II
Deparando com o desamparo global
Hierarquial, desaestrutural:
Um erro substancial
Tal marginal do torpor
E, Deus!
Um fedor!
Que absurdo,
Um horror.
No Rio que só está beleza, 
Atrás do Cristo Redentor.
Clamo
Jesus!
Que Pavor!

III
E eu quem vinha estudar,
Achando,
Ah, uma bela menina... 
Posso muito bem me chegar,
Aspirar, e usurpar, 
Como fazia c'os caipiras...

Porém,
Modifica,
Sacrificando a história
No Rio de fechadas portas
Onde não há mais A questão,
Gentileza, então;
Educação!?
Mérito das idolatrias de um anfitrião
Que por outros torna-se-ão
Caricaturas figurões de otários,
Já não são mais Cariocas.
E sim,
Idiotas.

IV
Valor, se há,
Esgota.
Num centro que não rirá,
E nem riria...
Mar onde o esgoto brota,
Deturpando hombridade 
 Ao tóxico
Lugar
Lapada das almas 
Extirpadas e perdidas 
Nos labirintos de conquistas 
Severas derrotas,
Solidão,
Ah, 
E depressão.

V
Rio,
Preciso conhecer-te então.
Nos vícios das minhas versões
Jargões;
Confusões
Pobre, ignorante em paixões
Vou ceder-te em razões

- Quero provar onde é que estão.
E quem sabe por alguns momentos
Observar com porcentagens de orgulho
Retidos, retidas, 
Retinas, 
Memorial primordial
Das memórias
Tonalidades dos maiorais,
Caetaneidades, ao que colora
Todo choro, 
Seus carinhosos
Calo dos Chicos que vem de fora.

Vi
E, talvez,
Sem espelhos de outrora
Conquisto-lhe
Oh, 
Espírito da glória
Da sua natureza bela
Em toda a sua vastidão.
Rio,
Farei a questão.
Encarar 
Pejorativa do povão
Vulgar vulgo da história
A dita_d/tu(r)a 
Babilônia.
-

Minha bombinha pró réveillon!

Então gente,
Caralhada de tempo que não posto nada aqui;
Blog uma bagunça sem fim...
A vida tava assim...
Eu vivia em Paraty;
Tenho escrito um livro,
Vai demorar pra crl!* porque quero umas confirmações ainda... E outra, tenho que estar inspirada.
Nele, falo muita coisa abertamente e com ênfase finalmente, do conhecedor...
Aquela coisa, vi - Vivi pra ver.
Foi maravilhoso esse ano,
Embora muito difícil,
Apendi pra caramba!
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Mas a escolinha Paraty,
Geeeeennnnte!
O que foi aquilo?
Depois de um tempo eu saquei que tava perdendo muito com essa história de lazer e facilidades.
Lá chamam de refúgio do louco. Em Paraty eu me tornei um vagabundo de carterinha.
Quem acompanha o blog até sabe um pouquinho sobre mim, mas a desculpa de ter me tornado um preguiçoso desse nível, é que eu havia trabalhado a dez anos... É minha vida toda, desde consciente e adulto, no sanhaço Porra!
Poxa!
Eu sempre brinco com minha situação, culpando a bicha do ex... Baita verdade,
O cara me quebrou no meio no sentido moral, e eu por desgosto resolvi sair sem revindicar nada...
Imagina?
Mas enfim,
Foi melhor assim,
Entretanto, não está sendo fácil projetar um lugar onde eu me sinta finalmente em casa novamente.
Eu sei que consciência existe, e que sou muitíssimo mais rica hoje;
Dou passos na terra, por conta própria... Isso é muito.
Isso me deixou forte,
Fina (não é qualquer otário com pinta de artista e mentiroso que vai enganar meu amor - embora tenha desastrosamente administrado algumas paixões ao longo desses 10 meses de Paraty).
Mas Paraty;
Gente!
Que lugar louco!
Eu amava, sim.
Confesso;
A natureza,
A rotina da noite...
Alguns artistas talentosos que iluminavam minhas visão;
Meu próprio nome que passei a adorar de tanto ouvir.
Fui muito amada lá,
Por muitos, muito bons!
Grande pena que eu não estava no meu momento pra Paraty;
Estava aflita com a sensação que passei a sentir de aprisionamento - É muito difícil não planejar ou projetar Paraty pra vida.
Mas eu tinha que decidir de fato,
Lá eu não conseguiria nenhum "papel" - meio entendedores usarão sua força e capacidade agora mesmo!
Não existem universidades...
Meio acadêmico necas!
Virtuosismo?...
Algumas coisas muito tortas na cidade - Consciência Geral, Sistema Político gerindo pessimamente o lugar...
Bom,
Trabalhei pra quela máfia da virada Cultural.
Poxa!
Postei aquele absurdo daquela vez, porque me senti ultrajada.
Dando o sangue pra fazer funcionar algo, que logo com umas 2 semanas de determinação, vi que era pura diplomacia e engrandecimento de 1 cabeça mafiosa. Uma enrolação!

Nem quero entrar nisso agora;
Mas esse tipo de exemplo, vindo de uma Associação Comercial (com sede central!), não me proporcionou desenvolver interesse na cidade.
Entretanto, protelei.
Fui santinha até o final de outubro... Mas aí, depois do Mimmo pensei: Cara, eu to ainda em Paraty!?
Como assim?
Poxa!!!
Vou meter o pé dessa porra!
Chega.
Peguei todo mundo que vivia se insinuando;
Não gostei de nenhum como valioso pra vida, a ponto de nem repetir as figuras - Deve ser assim que eles fazem com as putas né?
Enfim,
Rolou algo em mim que eu nunca esperava - Culpa das meninas. Nossa gente! Como surgiu mulher...
Já vou dizer pra vocês,
Foi interessante essa parte.

(E como a vida é! Agora mesmo mudaram os planos que estava construindo por conta de algo que vou lhes contar:
Em suma: Patriarcado.)

































Bom,

Foi muito difícil sair dali.
É muito gostoso de viver naquele lugar, uma calmaria a natureza bela; Mas a carência das pessoas traz um peso aos que estão lá, e os que estão lá se sentem tão no umbigo do mundo, que tudo gira em torno de coisas efêmeras do mais profundo âmago vaidoso do cu deles.

A 3 semanas, havia recebido a proposta de uma carona com o Daltinho,
Amigo (de infância!) do Zeca Pagodinho

Vim,
Fiz até poema, tá perdido por aí...

Cheguei na Praça XV, embarquei na tal da barca que eu nunca desconfiava ser tão luxo, à Paquetá (PS: Paquetá é muito, mas muito mais linda que Paraty em termos de cidade - Antes que eu esqueça.
Explorei o Rio na primeira, e no final da segunda semana encontrei um Sr.; O Osvaldo Luís Tomé.
Sentada; aguardando alteração de um freela que havia conseguido no Centro de Artes Maria Tereza Vieira.
Osvaldo à princípio esnobe, com seu violão na capa, logo puxa uma conversa sobre o que estou fazendo no Rio, e eu mencionei que quero estudar canto lírico (estou fugindo como o Diabo da cruz da tal Igreja Metodista, mas pelo visto não tem jeito... Eles tem boas referências... As velhas cantam certo e bem - Coisa muito importante... Respeitam a música...)...

O cara se exauriu em extravagâncias! Nossa, falou minha lingua agora! - Disse ele.

Você sabe que sou professor de música e acompanho várias meninas no violão!?

Contralto! Caramba! Nunca tive uma contralto, minha primeira contralto! Olha só!?
Estou aqui para servir,
Será lindo.....

Aí começou um papo desvirtuado de dinheiro (de quanto dá pra "tirar deles"), que eu poderia ter sido menos ingênua e sacado a onda deste filho da puta aí!... Mas não, achei que eram ossos do ofício...

E assim começaram as propostas;
Nossa!
O cara ia até tirar com seu ouvido absoluto de merda, as MPBs e Bossas que ele nem conhece ou gosta...
Achei o máximo!
Bom,
Como é de se imaginar, estou procurando um lugar pra me estabelecer.. E confesso, estou enrolando, por que o Rio está surtado com a quantidade de merda que tem ocorrido... O povo está muito perdido, isso me decepciona.. Me interrompe um pouco de ir com afinco;
Me desfoca...
Eu acho que não é desculpa;
É um simples fato.
São muitos ignorantes!
Isso me choca um pouco ainda... Puta merda! Eu venho do RGS!
Então, nessas do proponente de mundos e fundos querer saber onde vou, descobriu que estou procurando alguém pra dividir em Paquetá, ou num bairro bacaninha do centro... E no outro dia apareceu com a idéia de que ensaiaríamos com muito mais afinco se estivéssemos perto um do outro. Propôs divisão do aluguel... Bom, eu pensei, num lugar de dois quartos nunca seria problema...
Em suma, e pra encerrar a minha primeira impressão do Rio;
O velho veio aqui em Paquetá, onde estou, procuramos lugar... Acho que foi o suficiente o contato que ele precisava pra ver que não adianta, por nada eu seria um tipo de puta... Ou o tipo de mulher que ele está habituado... Não teria chorinho no ombro,
Eu sou de ferro porra!
Já senti um acovardamento - Gente, às propostas eram de fazer grana nos bares com MPB e recitais no meio do ano - Minto, em março - Já -  (pra faturar algum, segundo ele)... Sem contar, na mão que ele daria pra eu estudar essa merda de teoria e ingressar na UFRJ...
Enfim;
Desenrolando a finaleira do contrato do lugar foda que conseguimos (Nossa, linda a vista e o lugar T.T )... Hoje, pela manhã, recebo o recado pra cancelar tudo.
A desculpa foi por que falei que era bom dar atenção ao Senhorzinho da casa, pois ele não tinha vontade de ocupá-la já, mas abriria exceção à nós.
Cancela! Quem esse velho acha que é! Que a casa dele é de ouro!? - Exclamou o músico.
Ali vi tudo!
Ahh, gente... Pelo amor, eu deixei de procurar pra mim... De programar melhor, de prospectar a minha vida por causa de um viado desses (aquela vozinha não me engana! - Ou ele faz isso, também como artifício pra enganar e se aproximar de mulheres).
Nossa! O mais odioso! Deixei de voltar à Paraty e procurar minha gatinha que alguns imbecis fizeram questão de não me avisar que estava perdida...
Não me importa se vocês não entenderem a origem e o porquê dos meus termos e expressões... Depois dessa, sinceramente, vou começar a pouco me foder pro resto.
To vendo o desperdício da minha energia com coisas sem sentido, só por ter a compaixão de acreditar em alguém...
Vou precisar mudar muito de hoje em diante...
2017 pede isso.
Como já dita Caetano:

É chegada a hora da reeducação de alguém
Do Pai do Filho do Espírito Santo amém
O certo é louco tomar eletrochoque
O certo é saber que o certo é certo
O macho adulto branco sempre no comando
E o resto ao resto, o sexo é o corte, o sexo
Reconhecer o valor necessário do ato hipócrita
Riscar os índios, nada esperar dos pretos
E eu, menos estrangeiro no lugar que no momento
Sigo mais sozinho caminhando contra o vento
E entendo o centro do que estão dizendo
Aquele cara e aquela


Eu fiz um poema no dia, momentos antes que esse sortudo por ter um Luthier apareceu.
Vou postar agora na sequência dessa postagem,
Espero que curtam.

Bom,
Antes... Feliz aquela porra toda!
Não sejam hipócritas nas mesas,
Vocês tem muito que a prender ainda, pra começar a bater panela!

Deus tá vendo.

Sorte 2017!