Carlos Lyra: Primavera

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Primavera by Carlos Lyra e Dulce Nunes on Grooveshark

O meu amor sozinho
É assim como um jardim sem flor
Só queria poder ir dizer a ela
Como é triste se sentir saudade

É que eu gosto tanto dela
Que é capaz dela gostar de mim
Acontece que eu estou mais longe dela
Que da estrela a reluzir na tarde

Estrela, eu lhe diria
Desce à terra, o amor existe
E a poesia só espera ver nascer a primavera
Para não morrer

Não há amor sozinho
É juntinho que ele fica bom
Eu queria dar-lhe todo o meu carinho
Eu queria ter felicidade

É que o meu amor é tanto
É um encanto que não tem mais fim
E no entanto ela não sabe que isso existe
É tão triste se sentir saudade

Amor, eu lhe direi
Amor que eu tanto procurei
Ah! quem me dera eu pudesse ser
A tua primavera e depois morrer


Lontrassss!!!

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Esse bicho, no dia de hoje, está a me causar um retardo! Não consigo parar de procurar sobre e é tãooooooooooo...

Tirem suas conclusões!

:3

Secos e Molhados: Primavera nos dentes

quarta-feira, 24 de setembro de 2014


Quem tem consciência pra se ter coragem
Quem tem a força de saber que existe 
E no centro da própria engrenagem 
Inventa contra a mola que resiste 

Quem não vacila mesmo derrotado 
Quem já perdido nunca desespera 
E envolto em tempestade, decepado 
Entre os dentes segura a primavera


Palestras Importantes

sábado, 20 de setembro de 2014


Um problema, que em nenhum momento da minha vida foi tão notável, exposto nestas palestras de maneira importante à reflexão.

A meia compreensão das coisas, o equívoco sobre a importância do eu - Ignorâncias resignadas, mantidas e levadas preguiçosamente pela sociedade como algo completamente normal.

Convido-lhes a assistir, e empregar um pouco de atenção.





Guilherme Braga - Perguntas e Respostas

Tristeza

terça-feira, 16 de setembro de 2014



Não consigo acreditar que Rousseau tem mais direito que eu, ou qualquer outro sobre achar de si um ser humano diferenciado... Pois então, eu ainda uso humildade. No caso do gênio, o mesmo parecia se apresentar como inalcançável, fora dos padrões sociais. 

 Se eu pudesse, encontraria Rousseau e diria a ele que não é o único. Que o acolhimento da sinceridade lógica é possível e fundamental pro dito competente. Algo essencialmente presente, intrínseco aos que acreditam. Apresentado a nós antes de qualquer outro objeto, e é aquilo que toma nossas decisões.

Obrigada pela orientação, professor.


"[A diferença que existe entre o meu homem verdadeiro e o da sociedade é que este é rigorosamente fiel a toda a verdade que nada lhe custe]
A santa verdade que seu coração adora não consiste em fatos indiferentes e nomes inúteis, mas em atribuir com fidelidade a cada um o que lhe é devido nas coisas que de verdade são suas, imputações boas ou ruins, retribuições de honra ou censura, de louvor ou repreensão. Ele não é falso com os demais, por que sua equidade não o permite e por que ele não quer prejudicar alguém injustamente, nem a si mesmo, por que sua consciência não o permite e porque ele não conseguiria atribuir-se o que não é seu. 

É sobretudo à sua reputação que ele se apega.


Jean Jaques Rousseau – Os devaneios do caminhante solitário."

Hiroshi Yoshida

sábado, 13 de setembro de 2014



Embriagai-vos
É necessário estar sempre bêbado. Tudo se reduz a isso; eis o único problema. Para não sentirdes o fardo horrível do Tempo, que vos abate e vos faz pender para a terra, é preciso que vos embriagueis sem cessar. Mas – de quê ? De vinho, de poesia ou de virtude, como achardes melhor. Contanto que vos embriagueis.

E, se algumas vezes, sobre os degraus de um palácio, sobre a verde relva de um fosso, na desolada solidão do vosso quarto, despertardes, com a embriaguez já atenuada ou desaparecida, perguntai ao vento, à vaga, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo o que foge, a tudo o que geme, a tudo o que rola, a tudo o que canta, a tudo o que fala, perguntai-lhes que horas são; e o vento, e a vaga, e a estrela, e o pássaro, e o relógio, hão de vos responder:
- É a hora de embriagar-se! Para não serdes os martirizados escravos do Tempo, embriagai-vos; embriagai-vos sem tréguas! De vinho, de poesia ou de virtude, como achardes melhor.

Charles Baudelaire, Petits poémes en prose, 1869.




Desejo embriagar-lhes neste blog, de virtude. Vou permanecer sempre a postar, mesmo que forma desritmada, aqui. Com prazer e a intenção de compartilhar o que eu acredito ter sido escolhido com minuciosa dedicação, e com todos os sentidos e significados do mundo.

Eu gosto deste período da história, da informação e de alguns pontos da liberdade. 

Eu quero seguir, e quero estes que retornam, sigam a valorizar, mesmo que em silêncio.
É bom ver que vocês voltam aqui.

homem moderno

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Destro em bulir a superfície das coisas
Em benefício de enganar e enganar-se, assim,
Por cunho e emprego de significância,
Vens com disfarçada ignorância,
Move mundos e fins

Homem moderno, ignorante de si,
Incompetente no que pensa do agora,
Fazendo da caricatura Senhora;
Mediocrizando-o em crer pôr forma,

Ridente,
Satisfeito com o momento.
Desconhecedor do poder da ilusão
Nos fragmentos de anódino fundamento.

Qual valor,
Eu espectador, então,
Sem o abraço de algum outro irmão
Nestes momentos de solidão

 Vivos em tristezas,
 Memórias e saudade
Que permeiam minha mente com a impotente sensação,
Do nada esperar destas capacidades

Pra jamais trair a realidade
Não vacilar pra iniquidade.
O primitivo constata a verdade,
Entrego-me

E a alma à simplicidade,
A fugir de tudo com esforçado esmero,
Farei de tudo à consciência
Nunca julgar Viver quão ridículo erro


Amis Renard


"Sempre que se começa a ter amor a alguém...

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

...no ramerrão, o amor pega e cresce é porque, de certo jeito, a gente quer que isso seja, e vai, na idéia, querendo e ajudando, mas quando é destino dado, maior que o miúdo, a gente ama inteiriço fatal, carecendo de querer, e é um só facear com as surpresas. 
Amor desse, cresce primeiro; brota é depois."

- João Guimarães Rosa, em Grande Sertão: veredas.

Why aren't we more compassionate?

segunda-feira, 1 de setembro de 2014




Werther, where are you to be kind and good to me?

"Medo"



E cedo porque me embala 
Num vai-vem de solidão,
 É com silêncio que fala, 
Com voz de móvel que estala 
E nos perturba a razão
E nos perturba a razão
...