Pois é people, eu sempre digo que umas das melhores coisas da vida é a nossa fase inicial e formadora de conceitos, a infância.
E eu, como eventualmente venho comentando das minhas nostalgias, coisas que foram parte da infância de muita gente também, posso dizer que trago comigo vários importantes aprendizados nisso tudo. Particularidades que agregaram-se ao caráter e que fui aproveitando ao longo do tempo.
Que seja considerada ínfima e/ou superficial minha fonte, mas umas das grandes influências que tive veio da televisão.
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Episódio inspirado em: O Estranho Caso de Dr. Jekyll e Mr.
Hyde de 1886 escrito por Robert Louis Stevenson. |
Eram desenhos ou seriados com temas e assuntos infantis, lógico, mas é inegável que nos propuseram à questão diversos tipos de assuntos, alguns bastante bobos, banais ou verdadeiros: O valor da amizade, tentar voar com aquelas bandejas de pizza, achar que um dia poderia ser um herói (no meu caso a ranger amarela), salvar bichinhos em apuros, fazer experiências químicas com os produtos de beleza das nossas mães, ser guardiã e protetora dos menores, agir de maneira justa... Enfim, meus caros, foram nos apresentados temas banais e comuns, mas de valor inestimável e que fizeram diferença dentro de cada um de nós.
Não detidos apenas à questões morais, os assuntos dos desenhos que eu assistia (década de 90) também vinham repletos de referências que abrangiam assuntos da cultura e da arte. Eu acredito que o contato com essas coisas nos influí o objeto de interesse, e isso me espanta ao prestar atenção no que rola hoje em dia nestes programas infantis.
Desenhos tipo Tom e Jerry, Pica Pau... Daquele núcleo Hanna-Barbera, Walt Disney, Walter Lantz (além da inesquecível Manchete, claro). Séries como Mundo de Beakman, Castelo Ra Tim Bum ou Gato Zap e muitos outros programas (clássicos) usavam e abusavam de referências marcantes e importantes. Vozes, representações irônicas, Óperas, musicais ou até uns tipos de "documentários" tinham intuito de dar brilho à mente dos curiosos com temas e peculiaridades distintas. Isso era muito bacana, era um universo de possibilidades jogado diante dos olhos (Mágico né? Assim sentia).