Rio,

Eis a questão.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Vou ter que morar no Rio,
Me sinto uma formiga, num mar de zombies, 

Onde pouquíssimos são aqueles que se entendem nalgum momento libertos. 
Uma formiga completamente impotente de atuar em qualquer coisa que de fato repercutiria numa consciência geral.

Eu via no cartão postal,
Um Rio sem igual.
Natureza divina, 
Sabedoria absurda nas esquinas 
Meu desejo de menina,
Desde Campos dos Goytacazes
Índios eficazes,
Os maiorais do Brasil.
Agora, eu ainda Rio, 
Sem ao menos ter espiado
Como é esse desfeito berço.

II
Deparando com o desamparo global
Hierarquial, desaestrutural:
Um erro substancial
Tal marginal do torpor
E, Deus!
Um fedor!
Que absurdo,
Um horror.
No Rio que só está beleza, 
Atrás do Cristo Redentor.
Clamo
Jesus!
Não! 
Que Pavor!

III
E eu quem vinha estudar,
Achando,
Ah, uma bela menina... 
Posso muito bem me chegar,
Aspirar, e usurpar, 
Como fazia c'os caipiras...

Porém,
Modifica,
Sacrifica-se a história
O Rio de fechadas portas
Onde não há mais A questão,
Gentileza, então;
Educação!?
Mérito das idolatrias de um anfitrião
Que por outros torna-se-ão
Caricaturas figurões de otários,
Já não são mais Cariocas.
E sim,
Idiotas.

IV
Valor, se há,
Esgota.
Num centro que não rirá,
E nem riria...
Mar onde o esgoto brota,
Deturpe hombridade 
 Ao tóxico
Lugar
Lapada das almas 
Extirpadas e perdidas 
Nos labirintos de conquistas 
Severas derrotas,
Solidão,
Ah, 
E depressão.

V
Rio,
Preciso conhecer-te então.
Nos vícios das minhas versões
Jargões;
Confusões
Pobre, ignorante em paixões
Vou ceder-te em razões

- Quero provar onde é que estão.
E quem sabe por alguns momentos
Observar com porcentagens de orgulho
Retidos, retidas, 
Retinas, 
Memorial primordial
Das memórias
Tonalidades dos maiorais,
Caetaneidades, ao que colora
Todo choro, 
Seus carinhosos
Calo dos Chicos que vem de fora.

Vi
E, talvez,
Sem espelhos de outrora
Conquisto-lhe
Oh, 
Espírito da glória
Desta sua natureza bela
Em toda a sua vastidão.
Rio,
Farei a questão.
Encarar 
Pejorativa do povão
Vulgar vulgo da história
A dita_d/tu(r)a 
Babilônia.
-

Minha bombinha pró réveillon!

Então gente,
Caralhada de tempo que não posto nada aqui;
Blog uma bagunça sem fim...
A vida tava assim...
Eu vivia em Paraty;
Tenho escrito um livro,
Vai demorar pra crl!* porque quero umas confirmações ainda... E outra, tenho que estar inspirada.
Nele, falo muita coisa abertamente e com ênfase finalmente, do conhecedor...
Aquela coisa, vi - Vivi pra ver.
Foi maravilhoso esse ano,
Embora muito difícil,
Apendi pra caramba!
 -------------------------------------------------
Mas a escolinha Paraty,
Geeeeennnnte!
O que foi aquilo?
Depois de um tempo eu saquei que tava perdendo muito com essa história de lazer e facilidades.
Lá chamam de refúgio do louco. Em Paraty eu me tornei um vagabundo de carterinha.
Quem acompanha o blog até sabe um pouquinho sobre mim, mas a desculpa de ter me tornado um preguiçoso desse nível, é que eu havia trabalhado a dez anos... É minha vida toda, desde consciente e adulto, no sanhaço Porra!
Poxa!
Eu sempre brinco com minha situação, culpando a bicha do ex... Baita verdade,
O cara me quebrou no meio no sentido moral, e eu por desgosto resolvi sair sem revindicar nada...
Imagina?
Mas enfim,
Foi melhor assim,
Entretanto, não está sendo fácil projetar um lugar onde eu me sinta finalmente em casa novamente.
Eu sei que consciência existe, e que sou muitíssimo mais rica hoje;
Dou passos na terra, por conta própria... Isso é muito.
Isso me deixou forte,
Fina (não é qualquer otário com pinta de artista e mentiroso que vai enganar meu amor - embora tenha desastrosamente administrado algumas paixões ao longo desses 10 meses de Paraty).
Mas Paraty;
Gente!
Que lugar louco!
Eu amava, sim.
Confesso;
A natureza,
A rotina da noite...
Alguns artistas talentosos que iluminavam minhas visão;
Meu próprio nome que passei a adorar de tanto ouvir.
Fui muito amada lá,
Por muitos, muito bons!
Grande pena que eu não estava no meu momento pra Paraty;
Estava aflita com a sensação que passei a sentir de aprisionamento - É muito difícil não planejar ou projetar Paraty pra vida.
Mas eu tinha que decidir de fato,
Lá eu não conseguiria nenhum "papel" - meio entendedores usarão sua força e capacidade agora mesmo!
Não existem universidades...
Meio acadêmico necas!
Virtuosismo?...
Algumas coisas muito tortas na cidade - Consciência Geral, Sistema Político gerindo pessimamente o lugar...
Bom,
Trabalhei pra quela máfia da virada Cultural.
Poxa!
Postei aquele absurdo daquela vez, porque me senti ultrajada.
Dando o sangue pra fazer funcionar algo, que logo com umas 2 semanas de determinação, vi que era pura diplomacia e engrandecimento de 1 cabeça mafiosa. Uma enrolação!

Nem quero entrar nisso agora;
Mas esse tipo de exemplo, vindo de uma Associação Comercial (com sede central!), não me proporcionou desenvolver interesse na cidade.
Entretanto, protelei.
Fui santinha até o final de outubro... Mas aí, depois do Mimmo pensei: Cara, eu to ainda em Paraty!?
Como assim?
Poxa!!!
Vou meter o pé dessa porra!
Chega.
Peguei todo mundo que vivia se insinuando;
Não gostei de nenhum como valioso pra vida, a ponto de nem repetir as figuras - Deve ser assim que eles fazem com as putas né?
Enfim,
Rolou algo em mim que eu nunca esperava - Culpa das meninas. Nossa gente! Como surgiu mulher...
Já vou dizer pra vocês,
Foi interessante essa parte.

(E como a vida é! Agora mesmo mudaram os planos que estava construindo por conta de algo que vou lhes contar:
Em suma: Patriarcado.)

































Bom,

Foi muito difícil sair dali.
É muito gostoso de viver naquele lugar, uma calmaria a natureza bela; Mas a carência das pessoas traz um peso aos que estão lá, e os que estão lá se sentem tão no umbigo do mundo, que tudo gira em torno de coisas efêmeras do mais profundo âmago vaidoso do cu deles.

A 3 semanas, havia recebido a proposta de uma carona com o Daltinho,
Amigo (de infância!) do Zeca Pagodinho

Vim,
Fiz até poema, tá perdido por aí...

Cheguei na Praça XV, embarquei na tal da barca que eu nunca desconfiava ser tão luxo, à Paquetá (PS: Paquetá é muito, mas muito mais linda que Paraty em termos de cidade - Antes que eu esqueça.
Explorei o Rio na primeira, e no final da segunda semana encontrei um Sr.; O Osvaldo Luís Tomé.
Sentada; aguardando alteração de um freela que havia conseguido no Centro de Artes Maria Tereza Vieira.
Osvaldo à princípio esnobe, com seu violão na capa, logo puxa uma conversa sobre o que estou fazendo no Rio, e eu mencionei que quero estudar canto lírico (estou fugindo como o Diabo da cruz da tal Igreja Metodista, mas pelo visto não tem jeito... Eles tem boas referências... As velhas cantam certo e bem - Coisa muito importante... Respeitam a música...)...

O cara se exauriu em extravagâncias! Nossa, falou minha lingua agora! - Disse ele.

Você sabe que sou professor de música e acompanho várias meninas no violão!?

Contralto! Caramba! Nunca tive uma contralto, minha primeira contralto! Olha só!?
Estou aqui para servir,
Será lindo.....

Aí começou um papo desvirtuado de dinheiro (de quanto dá pra "tirar deles"), que eu poderia ter sido menos ingênua e sacado a onda deste filho da puta aí!... Mas não, achei que eram ossos do ofício...

E assim começaram as propostas;
Nossa!
O cara ia até tirar com seu ouvido absoluto de merda, as MPBs e Bossas que ele nem conhece ou gosta...
Achei o máximo!
Bom,
Como é de se imaginar, estou procurando um lugar pra me estabelecer.. E confesso, estou enrolando, por que o Rio está surtado com a quantidade de merda que tem ocorrido... O povo está muito perdido, isso me decepciona.. Me interrompe um pouco de ir com afinco;
Me desfoca...
Eu acho que não é desculpa;
É um simples fato.
São muitos ignorantes!
Isso me choca um pouco ainda... Puta merda! Eu venho do RGS!
Então, nessas do proponente de mundos e fundos querer saber onde vou, descobriu que estou procurando alguém pra dividir em Paquetá, ou num bairro bacaninha do centro... E no outro dia apareceu com a idéia de que ensaiaríamos com muito mais afinco se estivéssemos perto um do outro. Propôs divisão do aluguel... Bom, eu pensei, num lugar de dois quartos nunca seria problema...
Em suma, e pra encerrar a minha primeira impressão do Rio;
O velho veio aqui em Paquetá, onde estou, procuramos lugar... Acho que foi o suficiente o contato que ele precisava pra ver que não adianta, por nada eu seria um tipo de puta... Ou o tipo de mulher que ele está habituado... Não teria chorinho no ombro,
Eu sou de ferro porra!
Já senti um acovardamento - Gente, às propostas eram de fazer grana nos bares com MPB e recitais no meio do ano - Minto, em março - Já -  (pra faturar algum, segundo ele)... Sem contar, na mão que ele daria pra eu estudar essa merda de teoria e ingressar na UFRJ...
Enfim;
Desenrolando a finaleira do contrato do lugar foda que conseguimos (Nossa, linda a vista e o lugar T.T )... Hoje, pela manhã, recebo o recado pra cancelar tudo.
A desculpa foi por que falei que era bom dar atenção ao Senhorzinho da casa, pois ele não tinha vontade de ocupá-la já, mas abriria exceção à nós.
Cancela! Quem esse velho acha que é! Que a casa dele é de ouro!? - Exclamou o músico.
Ali vi tudo!
Ahh, gente... Pelo amor, eu deixei de procurar pra mim... De programar melhor, de prospectar a minha vida por causa de um viado desses (aquela vozinha não me engana! - Ou ele faz isso, também como artifício pra enganar e se aproximar de mulheres).
Nossa! O mais odioso! Deixei de voltar à Paraty e procurar minha gatinha que alguns imbecis fizeram questão de não me avisar que estava perdida...
Não me importa se vocês não entenderem a origem e o porquê dos meus termos e expressões... Depois dessa, sinceramente, vou começar a pouco me foder pro resto.
To vendo o desperdício da minha energia com coisas sem sentido, só por ter a compaixão de acreditar em alguém...
Vou precisar mudar muito de hoje em diante...
2017 pede isso.
Como já dita Caetano:

É chegada a hora da reeducação de alguém
Do Pai do Filho do Espírito Santo amém
O certo é louco tomar eletrochoque
O certo é saber que o certo é certo
O macho adulto branco sempre no comando
E o resto ao resto, o sexo é o corte, o sexo
Reconhecer o valor necessário do ato hipócrita
Riscar os índios, nada esperar dos pretos
E eu, menos estrangeiro no lugar que no momento
Sigo mais sozinho caminhando contra o vento
E entendo o centro do que estão dizendo
Aquele cara e aquela


Eu fiz um poema no dia, momentos antes que esse sortudo por ter um Luthier apareceu.
Vou postar agora na sequência dessa postagem,
Espero que curtam.

Bom,
Antes... Feliz aquela porra toda!
Não sejam hipócritas nas mesas,
Vocês tem muito que a prender ainda, pra começar a bater panela!

Deus tá vendo.

Sorte 2017!

Tipo Colombia

quarta-feira, 24 de agosto de 2016


Dizem que o Kafka explica
Quando nos tornamos baratas imundas
Tecendo argumentos pra solidão
Sinto o cheiro do meu Edward pelas ruas
Gasolina.

Maldito perfume em todo o lugar!
E volto-me a pequena barata só,
Sem ele por perto



Tendo penas Edward em mente
Ouço o Argentino perguntar se sinto saudade
Da minha terra...

À Toa

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Tem tanta gente andando por aí 
À toa
Que eu só queria
Alguém pra ficar
Só;
À toa comigo.
---
Coração pulsando através dos olhos
A tristeza destoa qualquer possibilidade
Solidão
Uma fatalidade
Num corpo de alma e vontade.
Sem ninguém pra apreciar ou acolher.
-------
Não sei o que fiz, 
O que faço.
Sei que minha carne desgraço
Em instantes de notório relato
Inundados por vasto valor
Feitos em sentimento e ardor
Que minha memória consagra.
-------------
Talvez julgue-me a Vida 
A ingrata,
E num movimento quase por tino
Desce a lâmina 
Destino
Interrompendo absolutamente aquilo
Que acredito conhecer;

A Felicidade Sagrada.
----------------------
Tem tanta gente andando à toa
Por aí...
E eu só queria alguém
Pra ficar
À toa
Só;
Comigo.

Bonita

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Nada foi tão desinteressante
Que não estivesse ficado interessante agora.
E o que é isso?
Minha perspectiva de vida.
-----------------
Mesmo que nunca o alcancemos,
Oh Ideal,
Mesmo com todas as batalhas pro futuro,
Deus!
Ainda que precise vencer todos os infernos que me aguardam
Lugar do último encontro 
De todos nós.
Depois deste plano inferior

Ser.
Simplesmente Ser,
Eis a questão.


Pilantras de Paraty;

sábado, 23 de julho de 2016

Aos meus amigos gaúchos, e meu pedaço de chão.
Povo, infelizmente constatei no Brasil, a vergonha alheia.
Vim à Paraty, para tentar viver feliz. Encontrei possibilidades de projetos, alternativas “mágicas” de vida.
Porém, nesse meu incansável esforço físico e pisiquico para me manter em pé em algum lugar, afinal, mesmo poderosa, sim, sou frágil. Deparei-me com o que estava por assimilar de forma especulativa há tempos.
 Vivi a questão.
Trabalhando duramente numa utópica Virada Cultural, aqui em Paraty. Da qual a identidade visual, diga-se de passagem, ficou uma merda – Só depois fui perceber a bosta que ficou minhas determinações de cores e disposição de elementos – (Vejam, essa é apenas mais uma constatação do quão imbecil e sem qualidade são as cabeças dessa cidade...)
Enfim, à frente dessa responsabilidade, comi o pão que o diabo amassou.
Havia feito um contratinho de meros 450,00... Seriam 450 pelo mês. Ok. Aceito, pode fechar, segundo o tesoureiro que “parece ter tido” um infarto a dias atrás.
Coisa que era pro dia 15, foi finalmente paga pelo bolso de um funcionário ontem.
Eu confesso gente, to com 27... Meu pique não é o mesmo, e lidar com esse nível de gente nos sobrecarrega, desta forma... Ontem cheguei à um limite.
Pedi o arrego, como falam.
Tava lá, falando dos dois dias que não tinha almoçado, da falta de respeito das pessoas do grupo diante às minhas importantíssimas questões (o presidente do grupo, é alguém omisso que não aparece), a falha no pagamento, a proibição de fazer freelances – pra eles mesmos, vejam só- dentro do ambiente no qual trabalharia, por eles, 12h...
Tava lá, reclamando, né?
Como infelizmente acabo por fazer, e recebo um aviso de expulsão do grupo.
Fui excluída.
Muito bem, pensei.
Agora finalmente me livro dessa grande máfia que é o grupo Pra Frente Paraty.
Mas o cabeça genial que me expulsou, não imaginou que eu possuo todos os arquivos pertinentes à continuidade e desenvolvimento da Virada.
O que eles farão?
Vão pagar um ótimo designer pra resolver a questão?
Eu me escalo, ein!?
To precisanu!

Enfim, cara de pau ainda me pede em tom de cobrança esse material.
Eu tive uma noite de cão, pessoal.
Hoje já pe tarde, eu já deveria estar na rua.
Mas pretendo resolver meu problema existencial.
Receio até mandado de morte, por que aqui é algo comum.
Achei que ia ser morta por que tava roubando muito no mercado Carlão e parei... Imagine roubar a pseudo possibilidade desses pilantras se darem bem em cima dos cidadãos da cidade?
Seria coisa pra esquartejamento.
Mas gente.
Ditadura?
Sou Prestes,
Eu não tenho absolutamente nada a perder, e se morrer, por isso?
Nossa, que grandiosa a história que tive e que escrevi.
Graças à Deus.
Hoje devo resolver essas paradas de negócios.
Temos um Francês na equipe.
Outra anta, que se prestou a cobrar pela manipulação do site – 300 euros ~ 1200 reais.
Eu vou lá nos mafiosos, cobrar meu trabalho também.
Afinal, não to aqui de bobeira.
To aqui pra que minha vida se resolva.
Pensei, se vai resolver assim, numa morte ridícula da espécie... Ainda assim vai ser condizente com a mentalidade desses pequeníssimos homens do meu país.
Eu não estou preparada pro resto do Brasil, deveria ter aprendido a baixar o nível.
Gaúchos, que orgulho de ter nascido aí!
Pros meus compatriotas macacos cariocas, darei a possibilidade de arrecadar imenso valor em recursos com minha morte.
Olha só, pelos cálculos:
Eu ganharia, segundo eles... Mil reais, se capitasse 50 mil, ok? Se captasse 90, ganharia 2 mil.
Mas eles, ao investir hoje, tipo agora – Valor menor que um aluguel – 200 reaix. Tipo, só duchentox reaix, eles ganham: 2 mil, mais o meu notebook da Dell (1,800 – usado), meu Shure SM58 (+-700,00) e minha belíssima Canon, profi, com uma lente 50mm 1.4 (+- 2,200).
Vamos às contas.
Com apenax duchentos reaixsz, eles vão ganhar:
6,700!
LOL
Viram, é assim que rola a organização do nosso país.
E sim, agora estou indo lá na sede cobrar um certo preço para a liberação desses arquivos.
É muito provável que esses pilantras simplesmente destruam minhas possibilidades aqui na cidade e eu tenha que seguir um novo rumo, ou...
Na melhor das hipóteses, na diplomacia todos saem ganhando.
Vamos ver o que vai dar.
Desejem-me sorte.

Relacionados:
Anderson Terra
Associação Comercial de Paraty
Grupo Pra Frente Paraty
Boteco da Matriz

Carta ao Ex:

terça-feira, 12 de julho de 2016


Não sei se quem acompanha saca.
Mas eu tive uma queda feia na vida que fluía.
Queda por inveja, egocentrismo e vaidade.
Minha e de outro... Nesse sentido de artista.

Meu segundo casamento... No qual me dediquei de forma inexplicável, acaba.

E de trágica maneira, perco tudo o que tinha, por desgosto...
Foi um arraso.

Então, 1 ano se passa, eu na fria e sem amor Porto Alegre, fugi, pois não conseguia morar na mesma cidade que ele, recebo uma mensagem que dizia o seguinte:


Crazy thing

quarta-feira, 29 de junho de 2016


Ah, eu estou louca.
Paraty faz isso. A possibilidade de mostrar o bacana da loucura nas pessoas.

Pensava sobre a abertura do Sarau,
Que a última, mesmo tendo sido boa, ficou muito incompleta da minha parte.
E nessa de concatenar, dei-me conta que as meninas, embora eu um pouco, ou muito (dependendo do ponto de vista) afastada delas,  tem um quê de incomum entre si. Além da beleza, genialidade, gestos interessantíssimos... Essas moças todas possuem uma similaridade, que de certo modo, as impulsiona a transmitirem a mensagem coerente pra fazer o serviço bem feito.
Na abertura do próximo Sarau, precisarei ser honesta comigo mesma, e admitir humildemente que sei sim, qual o fato que nos une.
E sendo curta, grossa, profero que somos é loucas.
E como não sabemos usar da mentira a nosso favor - eu pelo menos,  tenho muitas dificuldades com essa questão, é ali, que, deixando transparecer as atitudes loucas de falar sobre o feminino, recitar poemas, exibir fotografias e representar de forma teatral a vida que fazemos essa idéia acontecer.
A loucura da arte nos invade.

Eu não sei se ouviram falar sobre o que é Mantiké, mas vem dessa idéia da loucura.
É interessante.
Mantiké surgiu de um trecho no livro Fedro, de platão. Um trecho que trata sobre o Elogio ao Amor.
Fedro, notóriamente pra minha pessoa, parece ter gana de obter a resposta mais perfeita sobre este do qual está apaixonado, leva uma carta e pede a leitura de Sócrates e num dado momento oportuno, após as várias análises do mestre que manifesta uma lucidez tamanha ao acalentar o aluno de quando e o porque soa tão louca a expressão do amado na carta, 

Inicia seu discurso invocando a inspiração das musas:



 - A vós invoco, Musas! Pouco importa que vos chameis “sonoras” por
causa da doçura do vosso canto ou que esse epíteto vos venha do musical povo dos
lígios! Auxiliai-me no discurso que este ótimo homem me obriga a fazer, para que seu
amigo, que já antes se lhe afigurava sábio, seja considerado mais sábio ainda!


Que belo!


E logo depois conclui que de fato a loucura pode ser vista de maneira ambigua.
Num estudo aprofundado sobre a profetisa de Delfos e as sacerdotisas de

Dodona, que tomadas pelo estado de loucura prestam grandes serviços às pessoas da Grécia, o gênio define que o delírio que provém dos deuses é mais nobre que a sabedoria que vem dos homens. Mais um pouco sobre o delírio que tomando conta de alguns mortais e inspirando-lhes as profecias, levou-os a descobrir remédios aos males e o refúgio contra a ira divina nas preces e nas cerimônias expiatórias. Foi, pois, ao delírio que se deveram as purificações e os ritos misteriosos que preservaram dos males atuais e vindouros o homem realmente inspirado, animado de espírito profético, revelando-lhe, ao mesmo tempo, o meio de se libertar desses males.

Então pessoal, eu lhes pergunto.

O que vocês fazem quando estão loucos?
Manifestam sua digna arte?
Movimentam coisas no sentido puro e equilibrado?

Ficamos loucas.

Mulheres loucas.

Falando do problema que é, ser mais um louco aqui.



Infelizmente não rolará o Sarau de Domingo, foi como posso dizer, interrompido.

Rolará apenas as exposições, pois os horários de trabalho dos artistas irão coincidir e não haverá oportunidade para as apresentações.

Uma grande pena, por que soa que a ________de fato é um tipo de loucura dominante e que, por motivo de convenção, estamos tendo que lidar com isso.


PS: Mas o Esquema Sarau Mantiké, é um projeto. Estamos a apresentar nessa semana à outros interessados e aos poucos concretizaremos esse sonho de arte, vida e boas intenções.
Desejem-nos sorte!


Aroma

sábado, 25 de junho de 2016


Dois Passos



Antigos Engavetados

Paixão Nº1

Viu, meu garoto especial,
Não pensemos no que for,
Se o importante é o que fará,
Quero trazer a realidade
Refletida na chapa do amor

Sei que pensas,
Sou fatal,
Conduzir-nos sem  pudor
E até palavras arranjar, 
Pra resumir a intenção 
Por algo arrebatador.

Mas agora, só por agora
Esqueceria as outroras
E sem apreciar mais nada, 
Aqui a ti, 
Nessa madrugada
Cumpriria o gesto do amor.

Ariana Prestes, 
Porto Alegre. Inverno 2015

Mantenho a Memória de Ti


Prefiro a memória de ti, 
Por seres eterno no infindo lago das dimensões possíveis 
O que compreende minha vastidão.
Em todo infinito céu inevitável, 
Não haverá equilíbrio viável
Que me proteja da intransmutável 
Proteção que preciso às suas fotografias.

Mas não fenecerei em vão...

Pois premissas da paraíso e do inferno 
Transitam aqui bem devagar
E  nessa distância precipitada é demasiado fácil oscilar 
Criada em minha percepção,
Cobrirei-me da memória de ti, 
Como escudo anti cometas
Amuleto enérgico pela verdade 
Provida na essência de nossos instantes.

Impressão grandiosa tua em mim, 
Contrapondo o quão incomunicável compreendo-me agora,
Na alma sinto o ferver 
E a esperança de não viver
 O inalcançável até o fim, 


Cultivo com gosto e sobriedade
Todo os momentos em que disposto
Deus deu-me almas sensíveis
E rodeada por seres bons
Vou seguir na solidão
Por minha alma que ainda vive.

Diotima Renard
Porto Alegre,
2015


República


O que por ti me encantara,
Nesse diferente tranco,  
Como nunca notara,
Aprecio a cada canto.

Urge
Tudo o que ressalve, 
Estes passos que em auge
Ousa embalo que ninguém vê

Conduz-me Deus
A esta mensagem
Oh, quão afável  imagem
E a comoção que é te ter

Verde musgo vindo à vida. 
Teus portões e a Beladona 
Seus jardins em tons cinza
A cidade que encandeia.

Quase é quem soube ser
Tido um fino e modesto espasmo
Deste feito admirável, sente,
Vem do meu querer,

Minhas dádivas, 
Memórias 
Minhas fontes irrisórias 
Deste encontro valorizo 
Todo feito em ardor.

Pois se a sina é esquecer, 
Esqueço e encontro-me no meio 
Duma rua sem receio,
Onde a
 vida me presenteia.

E esquecerei sem alarde.. 
Mas não de ti
Nem da árvore,
Com seus canteiros em flor,
Suvenires de realidade.

Esquecerei do breve vento 
Que ousei ao firmamento
Provar com gosto e vontade
Uma tristeza do amor, 

Pra trazer ao meu destino
Mudar abstrato caminho
Oh, só tu
Passagem em cor...

Gratitude pelo carinho
Poder esquecer um pouquinho
A solidão que fez um ninho
Vivendo vida em meu interior.

Diotima Renard
Porto Alegre
2015

ARTE!

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Às vezes, encontramos pais que ficam mais animados quando seus pequenos brincam com Legos ou ficam montando robôs de plástico. Eles falam, "Não toque. Papai vai fazer isso por você." O garoto já perdeu o interesse e foi procurar outra coisa, mas o pai sozinho constrói castelos. Isso mostra que os impulsos artísticos dentro de nós são suprimidos, mas não desapareceram. Muitas vezes, isso pode revelar-se negativamente, sob a forma de ciúme ou inveja. Você conhece a canção "Eu adoraria estar na TV"? 
Por que nós amamos isso? TV está cheia de gente que faz o que queremos fazer, mas nunca conseguimos. Eles dançam, eles cantam - e quanto mais eles fazem, mais recebem elogios. Então começamos a invejá-los. Tornamo-nos ditadores com um controle remoto a começar a criticar as pessoas na TV. "Ele não pode atuar." "Você chama isso de cantar? "Ele não acerta as notas." Nós facilmente dizemos esse tipo de coisa. Nós temos inveja, não por que somos maus, mas por que temos pequenos artistas reprimidos dentro de nós.



Been an artist
Be an artist was a very big problem in my life.
Now I get it. And finally can I assume: Yes I’m an artist.
But why I never consider this? This obvious and clearly likely reality in my life?
I dont know how I was so weak, but something in my past, reveal the most significant answer for that question.
My fucking culture!
This sad fact was cluttering up my way, and made me a little confuse for a  bit (Just a  bit? God, how long can life be?)
I suffered all the injuries which we are getting used too...

Putting one final point in this big question of my (and of course, others) lifes,
I came from the people from the south of Brazil. A amazing place to appreciate nature. The Oeste. And to  interconnect with another kind of culture: Native \ Spanish people from the border.

My family has always considered being an artist, a kind of crime against the natural way to do things in society. It was like, kill yourself as a citizen on the place.
I never understood from this sight, and needed develope an better and beautiful object from the expression of myself, just to have part from this primitive power, to say:
"When you’re an artist.
Youre an artist".
And this is not a «clue», or the discussion of a third person about who you are or they think you need be.
Not even money, or social status will take you away to that path marked inside your body. 
Juts because now I assume, I’m an artist, and think... Everyone has to get free from that old denial and to have this power to assume his lives with consistency state:

"I FUCKING an artist"

Maybe its too crazy to you people.
But inside a head of an almost 27 years old woman, who havent been acceptance - (for otherwise, didn't accept things too) for persons of which relate mein the society,
Some one coming for a poor class, with no big studies skill graduated, white as death (People consider my type, as a rich snob girl)...
My head is lead by a flame, I turn my soul for this rich energy, and everytime I think in my focus, and I believe im going to the right side.

I’ll show some (more) art, soon,

1ª Ataque contra a manipulação Política:

Hoje ganhei café com sardinhas da vizinha.
Duas latas de sardinhas deu-me Selma. Sendo que logo aparecera com uma terceira, aberta, pois foi o agrado da Pituca. Completou-me com 8 possibilidades de comer o restante do corpo de outro que ali jaz.
Eu não sei, são quase dois anos “vegetariana” e sinceramente, tenho achado essa designação um pouco patética e dramática. Tudo por que é uma generalização insensível à minha pretensão é responsabilizar-me com a vida do outro. Nunca o fazendo perecer pelo movimento de algo que seria induzido por uma simples vontade minha (e veja bem, não recorremos à carne (morte, né?) apenas com o intuito de sobrevivência ou com a urgência das necessidades. Recorremos por causa dos nossos pecados, seja gula ou ansiedade)... 
Quero livrar-me da culpa...
Sendo eu alguém que imagina viver a busca do equilíbrio, creio que resumir toda a ação no gesto de:
Parar de comer não apenas por responsabilizar-se com sua própria ação, mas também, para assumir a postura de indivíduo quando ergue a cabeça e percebe duas churrascarias, uma ao lado da outra, funcionando 18h, 6 dias por semana... Nas quais pessoas, as mesmas pessoas que a ciência determina precisarem de 1 bife por semana (exceto os casos extremos – L Ó G I C O), comem todos os dias sua preciosa fatia de delícia insubstituível e irreconhecível nos outros sabores que eles desconhecem... No momento em que ergue-se a cabeça e não sente-se ansioso pela vontade do sabor que a gordura assada tem no nosso paladar. Conseguir organizar o primitivo em si, primitivo conhecedor da energia do matambre da vaca carneada, que comia todas as partes mais saborosas de todo os bichos que eram caçados no Oeste do Sul do país... Reconhecer-se alguém que não está conectado à isso como fetiche ou luxo. Abdicar da carne e torna-se competente em imaginar-se responsável, também, pelo fato dessas churrascarias existirem é a plenitude de entender que apenas quando se está ciênte de todas essas questões a graça do auto-reconhecimento - de altíssimo nível-  é alcançada;
Nada que:
Vegetarianismo ou Veganismo algum venha a abranger ou afligir com críticas e conceitualizações materiais.
Agora,

???

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Interessante, logo após aquela postagem o meu blog na pesquisa:

"Ariana Blog",

depois de vários anos no início da busca, não ser mais o primeiro...

Muita coincidência.

I just want to...


Sim, se eu pudesse gostaria de ficar apenas longe agora:




"Quanto cuidado e trabalho necessitou o Mille Artifex para banir essa anatomia da memória do homem a fim de que ele se esquecesse desta arte nobre, conduzindo-o a vãs imaginações e outras fantasias onde não existe arte, consumindo assim inutilmente o seu tempo na terra. Além disso, aquele que nada sabe, nada ama ... No entanto, aquele que compreende, este, sim, ama, percebe e vê".
O Espírito na Arte e na Ciência - C. G. Jung.


Como assim?

1º ataque contra a manipulação da mídia.

terça-feira, 17 de maio de 2016

Vou fazer que nem Yu-Gi-Oh essa porra. Já que deslanchou a degringolar e #tatendo a internet wifi do pescador aqui.

Cara! Primeiro absurdo que eles querem nos condicionar: 

O absurdo do caos.
Israel x Palestina total!

É mais fácil tocar o terror e manter o povo alienado... Perdidos em problemas QUE JÁ NÃO SÃO PROBLEMAS, SEUS FILHOS DA PUTA! CULTURA É NOSSO DIREITO!
Desculpem-me leitores, é que to indignada com essa porra toda e tenho várias razões experimentadas na pele, que me movimentam a criar uma postagem em prol da conscientização do povo.
Uma postagem na qual a síntese mais que simplificada seja a lei básica da sobrevivência:

Que prezem pela ordem e organização, mantenham o equilíbrio diante do absurdo que está ocorrendo.

Absurdo de lavagem cerebral, desrespeito com o povo.
Deboche da nossa cara, falando a grosso modo.
 Que apenas assim, com essa parcimônia de ações, e ordem mental, que independentemente dos vermes que ocupam atualmente a "posição de poder", nós prosperaremos nessa batalha.
É arquitetura, tecnologia.. por o cérebro em movimento.
Por favor pessoas sejam coerentes nas ações e reflitam sobre cada notícia que saí na mídia.
Sobre o que é tendencioso e irreal.




One day...

quinta-feira, 12 de maio de 2016


Terence Mckenna: Teoria da Evolução da Consciência



0203040506

Depois da reflexão sobre a palestra, peço a atenção de vocês à este trecho do Symposium (Platão), onde Aristófanes cita sua reflexão sobre a questão dos apaixonados.
Vi ligação direta do assunto, com a representação do primitivismo equilibrado de Mckenna:

Bela, recatada e do lar.

quinta-feira, 21 de abril de 2016





Entrei na onda.
Ainda se eu não tivesse nada na cabeça, seria condenável... Mas não é o caso.


PS: Cuidado ao acessar esse coraçãuzin.



Photography Tips from McCurry:

Nenhuma fotografia neste didático video de Steve MacCurry, é digital. Que mestre!

You Learn

domingo, 17 de abril de 2016





 VOCÊ APRENDE 

(Veronica A. Shoffstall)
almost a unknow girl





Depois de algum tempo você aprende a diferença, 
A sutil diferença entre dar uma mão e acorrentar uma alma, 
E você aprende que amar não é apoiar-se 
E que companhia nem sempre significa segurança, 
E começa aprender que beijos não são contratos, 
E presentes não são promessas. 

E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e os olhos adiante, 
Com a graça de um adulto, e não com a tristeza de uma criança 
E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, 
Porque o terreno de amanhã é incerto demais para os planos, 
E o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. 

Aprende que falar pode curar dores emocionais 
Descobre que se leva anos para construir uma confiança 
E apenas segundos para destruí-la. 
E que você pode fazer coisas em um instante, 
Das quais se arrependerá pelo resto de sua vida. 

Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer 
Mesmo a longa distância, 
E o que importa não é o que você tem na vida, 
Mas quem você tem na vida. 
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. 

Aprende que não temos que mudar de amigos 
Se compreendermos que os amigos mudam, 
Percebe que o seu melhor amigo e você 
Podem fazer qualquer coisa ou nada 
E terem bons momentos juntos. 

Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que o ame 
Não significa que esse alguém não o ame com tudo que pode 
Pois existem pessoas que nos amam 
Mas simplesmente não sabe como demonstrar ou viver com isso. 

Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém 
Algumas vezes você tem que aprender a perdoar a si mesmo 
Aprende que com mesma severidade com que você julga 
Você será em algum momento condenado. 

Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, 
O mundo não pára para que você o conserte, 
Aprende que tempo é algo que não pode voltar para trás, 
Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, 
Ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. 

E você aprende que realmente pode suportar, que realmente é forte, 
E que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. 
E que a vida realmente tem valor, 
E que você tem valor diante da vida. 
E você finalmente aprende que nossas dúvidas são traidoras 
E nos faz perder o bem que poderíamos conquistar, 
Se não fosse o medo de tentar... 

(1971)





Um Dia Você Aprende que...Você Aprende ou Depois de um Certo Tempo são títulos para um mesmo hoax, um texto que circula pela internet com indevida atribuição de autoria .[1] Trata-se de um texto de Veronica A. Shoffstall, que o escreveu aos 19 anos, no livro de formatura (yearbook) de sua escola, ao terminar o highschool(equivalente ao Ensino Médio, no Brasil).